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Pedágio eletrônico vai chegar às BRs 116 e 251: entenda como vai funcionar o novo sistema sem cabines
08 set, 2026 10:00Modelo conhecido como "free flow" elimina praças físicas de pedágio e passa a cobrar a tarifa por meio de câmeras, sensores e tags eletrônicas, sem que o motorista precise parar.
Com a chegada da Ecovias das Gerais às BRs 251 e 116, os motoristas vão passar a conviver com um novo modelo de cobrança de pedágio: o sistema de pedágio eletrônico, conhecido também como free flow.
A tecnologia substitui as tradicionais cabines e cancelas por pórticos eletrônicos instalados ao longo da via, que identificam cada veículo em movimento e realizam a cobrança automaticamente, sem qualquer parada.
Mas, o que é o pedágio eletrônico?
O pedágio eletrônico é um modelo de cobrança de pedágio que dispensa a estrutura física de praças e cancelas. Em vez de obrigar o veículo a parar ou reduzir a velocidade para pagar a tarifa, o sistema usa pórticos — estruturas suspensas sobre a pista, equipadas com câmeras e sensores — para identificar cada veículo enquanto ele passa em velocidade normal.
A tecnologia já é usada há anos em mais de 20 países, entre eles Estados Unidos e Chile, e vem sendo adotada de forma crescente nas novas concessões rodoviárias brasileiras, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Como funciona a identificação dos veículos
A identificação de cada veículo que passa pelo pórtico pode ocorrer de duas formas, que funcionam como uma dupla checagem:
- Tag eletrônica: um dispositivo tipo adesivo instalado no pára-brisa do veículo que é lido automaticamente pelas antenas do pórtico. As tags precisam estar ativas e podem ser contratadas diretamente com empresas do ramo como Sem Parar, Conect Car, Move Mais, Veloe e Taggy. Também são aceitas tags de bancos e cooperativas.
- Leitura da placa (OCR): Se o veículo não tiver a tag, ou ela estiver inativa, as câmeras de reconhecimento óptico de caracteres fotografam e identificam a placa dos veículos. Neste caso, o pagamento é feito por consulta de placa via site (pedagiodigital.com) ou totem de autoatendimento.
Os sensores também classificam o veículo por altura, largura, comprimento e número de eixos, o que permite conferir a categoria tarifária correta. Não há necessidade de o motorista frear, parar ou reduzir a velocidade para passar pelo ponto de cobrança.
Vantagens da tecnologia
Entre os benefícios já reconhecidos pela experiência internacional e pelas concessões brasileiras que já operam com free flow, destacam-se:
- Fim das filas nos pedágios: sem cabines nem cancelas, o tráfego flui de forma contínua, mesmo em períodos de maior movimento, como feriados.
- Menos frenagens e acelerações: por não haver paradas, reduz-se o consumo de combustível e a emissão de poluentes associados a esse padrão de condução.
- Mais segurança viária: a eliminação de filas e frenagens bruscas próximas ao pedágio diminui o risco de acidentes e engavetamentos nesses pontos.
- Cobrança mais moderna e rastreável: o sistema registra data, hora e características de cada passagem, gerando dados que ajudam na organização dos usuários.
Formas de pagamento
A nova tecnologia gera dúvidas em muitos usuários quanto às formas possíveis de pagamento. Como a inovação digitaliza a cobrança, as formas de pagamento também se tornam digitais.
- Com tag eletrônica
É a forma mais prática: a cobrança é feita de forma automática assim que o veículo passa pelo pórtico, sem necessidade de nenhuma ação do motorista. A tag é um pequeno adesivo com chip, colado no para-brisa, oferecido por operadoras como Sem Parar, ConectCar, Veloe, Move Mais e Taggy, além de bancos e instituições financeiras parceiras.
Além da facilidade do pagamento automático, quem paga com tag tem direito a um desconto de 5% sobre o valor da tarifa em toda passagem, e a um desconto progressivo, chamado de DUF (desconto para usuários frequentes)
- Sem tag eletrônica ou com tag inativa
Quem não possui tag também pode circular normalmente: o veículo é identificado pela placa e o motorista tem até 30 dias após a passagem para efetuar o pagamento. O pagamento pode ser feito pelo site pedagiodigital.com. Basta consultar a placa, e quitar os débitos.
É possível, ainda, pagar por meio de totens de autoatendimento que ficarão disponíveis nos Serviços de Atendimento ao Usuário (SAU). Serão 14 ao longo de todo trecho.
Atenção a golpes
É preciso muito cuidado para não cair em golpes. A Ecovias das Gerais não gera boletos de pagamento, não envia cobranças de pedágio por WhatsApp, SMS, e-mail ou links de propaganda. O pagamento deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais informados pela concessionária.
Sobre a Ecovias das Gerais
A Ecovias das Gerais é responsável pela concessão de 734,9 quilômetros das rodovias BR-116/MG e BR-251/MG, em Minas Gerais. Com prazo de 30 anos, a concessão prevê R$ 7,3 bilhões em investimentos em obras de ampliação e modernização da infraestrutura, além de R$ 5,8 bilhões em custos operacionais ao longo do contrato. Entre as principais intervenções previstas estão 186,59 quilômetros de duplicações, 159,9 quilômetros de faixas adicionais, 16,87 quilômetros de contornos e 21 passarelas, além de outras melhorias destinadas a ampliar a capacidade, a segurança viária e a qualidade da operação. A concessão abrange 26 municípios e tem estimativa de geração de aproximadamente 127,5 mil empregos diretos, indiretos e por efeito-renda, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das regiões atendidas.
Comunicação Ecovias das Gerais
Amanda Bonfim
Ana Clara Morais
Rozielly Rabelo